<i>Portucel</i> vai ter 4.ª inauguração

Na próxima quinta-feira, dia 19, às oito horas, os trabalhadores e as estruturas sindicais da CGTP-IN vão realizar a «quarta inauguração» da nova unidade de produção da fábrica de Setúbal da Portucel Soporcel.
A realização desta iniciativa foi anunciada poucos dias antes da inauguração oficial da nova fábrica, que teve lugar no dia 6, com a participação de um milhar de convidados, entre os quais esteve o Presidente da República, que elogiou e condecorou o patrão do Grupo Semapa (detentor de mais de 75 por cento do capital da Portucel Soporcel), Pedro Queirós Pereira.
O primeiro-ministro, José Sócrates, já tinha apadrinhado dois eventos semelhantes: o lançamento da primeira pedra, a 4 de Março de 2008, e uma visita, a 26 de Agosto de 2009, duas semanas após o início da fase de testes.
Na «quarta inauguração», a Fiequimetal/CGTP-IN e o Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa pretendem reivindicar emprego estável e melhores condições de trabalho. Apenas são criados 200 postos de trabalho com vínculo à ATF (a empresa do Grupo Portucel Soporcel que explora a nova fábrica). Estes trabalhadores auferem menos 500 euros por mês do que os seus colegas do lado, na Portucel, além de não terem direitos iguais. Na nova unidade trabalham mais algumas centenas de pessoas, que realizam tarefas permanentes e deviam ter vínculo efectivo, mas estão contratados através de empresas de trabalho temporário ou de prestação de serviços.


Mais artigos de: Trabalhadores

Lei da selva na <i>Esegur</i>

Há 17 dias que Líbano Ferreira, vigilante e transportador de valores da Esegur está em greve de fome diante das instalações da empresa, no Prior Velho, em Lisboa, mas estranhamente nenhum canal de televisão divulgou, até ontem, a situação. Por considerar ilegais os argumentos para o seu despedimento, o trabalhador adoptou esta forma de luta para «denunciar o clima de repressão imposto pela administração».

Lutar e resistir

Trabalhadores e sindicatos ferroviários e mineiros, de supermercados e fábricas têxteis, da Saúde pública e da celulose, entre outros, concluem que só a luta pode trazer resultados... e agem em conformidade.

Ferroviários vigilantes

Nas reuniões de quarta-feira, dia 4, durante a tarde, convocadas pelo presidente da CP, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário obteve respostas para as questões essenciais que tinham levado à marcação de uma greve, para o dia 5, na Revisão da área de Lisboa da CP, e de uma concentração de...

Não está à altura

O Programa do Governo, aprovado na AR, «não está à altura dos problemas que enfrentamos e, em particular, não responde positivamente à grave situação social e laboral», afirmou a CGTP-IN, na segunda-feira.

«É mau!»

O Programa do Governo «é mau também para a Administração Pública», afirmou a Frente Comum de Sindicatos do sector, numa «breve apreciação» divulgada na véspera da discussão na AR.«Não é com a continuidade da política de direita das últimas três décadas, que o anterior Governo do PS agravou de forma brutal, que se poderá...